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Diretor da UPA de Teresópolis é afastado após hostilizar repórter da Inter TV durante trabalho

Rafael Tressi Geraldo, diretor da UPA de Teresópolis, gritou e ofendeu a jornalista Juliana Guzzo, da Inter TV, na segunda-feira (28). A Prefeitura determinou seu afastamento e a exoneração do cargo.

Diretor da UPA de Teresópolis é afastado após hostilizar repórter da Inter TV durante trabalho
Imagem da reportagem

O gestor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, hostilizou uma jornalista da Inter TV, afiliada da TV Globo, enquanto ela trabalhava. O episódio ocorreu nesta segunda-feira (28), Dia Mundial do Jornalismo.

Juliana Guzzo, setorista de Teresópolis, entrevistava pacientes e se preparava para entrar ao vivo sobre a inauguração das novas instalações da unidade. Nesse momento, um homem, depois identificado como o diretor da UPA, Rafael Tressi Geraldo, começou a gritar com ela e a atacar a empresa em que ela trabalha e a profissão de jornalista.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após Juliana relatar o que aconteceu em seu perfil pessoal no Instagram. Na edição do Inter 2, a apresentadora Michelle Canciler comentou o comportamento do servidor em uma nota editorial.

Juliana filmava a fachada da UPA quando foi abordada aos gritos. Segundo ela, a violência verbal, psicológica e o constrangimento foram presenciados por várias pessoas no local.

“Ele disse que a gente ‘é urubu’, que minha empresa ‘é um lixo’ e que a imprensa só aparece quando acontece alguma coisa ruim e que, quando a situação está boa, ninguém aparece”, contou Juliana.

A repórter estava sozinha e se assustou com a reação do homem, que era bem maior que ela. Em certo momento, suspirou e riu de nervosismo, o que a deixou constrangida. Rafael seguiu atacando e afirmou que ela estava debochando dele.

“Fiquei extremamente nervosa e constrangida. Havia várias pessoas no local. Sou uma mulher pequena, tenho cerca de 1,55m e estava diante de um homem alto e grande, que estava alterado e falando de forma agressiva comigo”, disse.

Juliana afirmou que estava no local a trabalho e que ele não tinha o direito de falar com ela daquela forma. Só depois, quando ele entrou na unidade de saúde, ela descobriu que ele trabalhava ali.

“Eu não tive nenhuma interação com ele. Não pedi entrevista, não fiz qualquer pergunta e sequer havia me dirigido a ele. Eu estava ali para trabalhar e fui abordada daquela maneira, com gritos e ofensas, diante de várias pessoas. Foi uma situação extremamente constrangedora e que me deixou muito nervosa”, pontuou Juliana.

Michelle Canciler destacou a gravidade do caso, lembrando que a jornalista estava no local para fazer seu trabalho e foi intimidada por um homem fisicamente muito maior. Ela também ressaltou a importância da liberdade de imprensa e do respeito aos profissionais da área.

“Um ataque a um jornalista no exercício da profissão não atinge apenas aquele profissional, atinge toda a imprensa e, principalmente, o direito da sociedade de ser informada. A Inter TV não vai aceitar que seus profissionais sejam intimidados por fazer aquilo que têm o dever de fazer: jornalismo. Numa democracia ninguém pode escolher quais perguntas o jornalista tem o direito de fazer, quais imagens pode registrar ou quais notícias pode publicar”, disse Michelle Canciler.

O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher de Teresópolis emitiu nota de repúdio e classificou o caso como violência verbal, intimidação e desrespeito à mulher no exercício da profissão.

No início da noite, a Prefeitura de Teresópolis informou, em nota, que lamentou o ocorrido e que Rafael Tressi Geraldo seria exonerado do cargo de diretor da UPA. A administração afirmou que o prefeito telefonou para a jornalista logo que soube do caso, manifestou solidariedade e se colocou à disposição dela em nome de toda a gestão municipal.

Segundo a Prefeitura, a gestão repudia qualquer conduta desrespeitosa ou ofensiva por parte de servidores e gestores públicos, especialmente no exercício da função e na relação com a imprensa e a população. Diante da gravidade do relato, o servidor foi afastado imediatamente da direção da UPA 24h, e a portaria de exoneração já foi determinada pelo gabinete do Executivo.

A Prefeitura reforçou que respeito, equilíbrio e urbanidade são princípios indispensáveis na relação entre os profissionais da rede municipal, os veículos e profissionais de imprensa e a população.

Fonte original: https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2026/09/29/jornalista-da-intertv-e-hostilizada-em-publico-e-diretor-da-upa-de-teresopolis-e-exonerado.ghtml

[Texto reescrito automaticamente — revise antes de publicar]

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